Eu procuro no interior
A atuação das forças criadoras
A vida das potências criadoras.
Diz-me
A potência da gravidade da Terra
Por meio da palavra de meus pés,
Diz-me
O poder da forma do ar
Por meio do cantar de minhas mãos,
Diz-me
A força da luz do céu
Por meio da reflexão de minha
cabeça,
Como o mundo, no ser humano
Fala, canta, reflete.
——— // ———
Meditation
Ich suche im Innern
Der schaffenden Kräfte Wirken
Der schaffenden Mächte Leben.
Es sagt mir
Der Erde Schweremacht
Durch meiner Füsse Wort,
Es sagt mir
Der Lüfte Formgewalt
Durch meiner Hände Singen,
Es sagt mir
Des Himmels Lichteskraft
Durch meines Hauptes Sinnen,
Wie die Welt im Menschen
Spricht, singt, sinnt.
- Autor: Rudolf Steiner • Deixe seu comentário
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Alta noite, quando escreveis um poema qualquer
sem sentirdes o que escreveis,
olhai vossa mão — que vossa mão não vos pertence mais;
olhai como parece uma asa que viesse de longe.
Olhai a luz que de momento a momento
sai entre os seus dedos recurvos.
Olhai a Grande Mão que sobre ela se abate
e a faz deslizar sobre o papel estreito,
com o clamor silencioso da sabedoria,
com a suavidade do Céu
ou com a dureza do Inferno!
Se não credes, tocai com a outra mão inativa
as chagas da Mão que escreve.
- Autor: Jorge de Lima • Deixe seu comentário
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in A Poesia sou Eu Vol I
(Breve Manual do Buscador)
Sou um executivo da alma:
a pasta de couro carrega
as 78 Lâminas do Livro de Thot
fitas de meditação confissões de iluminados
edições da Bíblia & Alcorão
tratados de astrologia poemas de Rumi
roteiro de locais energéticos
o tapete de orações
(por isso pendo
para o lado)
Os projetos que desenvolvo:
Amor Verdade Misericórdia
Difícil executá-los
sem mão de obra adequada
(à direita e à esquerda
à altura do coração)
Expandir a consciência
e atravessar os sete vales
é o meu maior negócio:
e a cada dia aumento o patrimônio
desfazendo-me do peso deste mundo
e quanto menos bagagem levo
mais rico me torno
Especialista em aeroportos & rodoviárias
sigo onde a intuição me leva
em busca do Amigo
Sinagogas mesquitas templos
conferências atlântidas comunidades esotéricas
círculo de iniciados da Era de Aquário
translúcidos da Era de Peixes
magos essênios da última sessão das 10
renascedores cabalistas quirólogos clarividentes
leitores de chakras e do Apocalipse
lamas tibetanos monges zen sheiks e mullahs
adoradores do fogo iogues extasiados
Oviste? Faz tempo!
Algum recado? Nenhuma chave!
(Em tempos remotos
devo ter percorrido idênticas trilhas
em lombos de camelos mulas e boeings
pois esses rostos e lugares são familiares)
Procurei-O no vinho
Não estava
Procurei-O no chá
Não estava
Procurei-O nas mulheres
Em vão
Fui ao Tibete a Jerusalém e a Meca
Tinha partido
Segui a trilha dos babilônios
Rastreei o deserto invadi o céu
Jejuei e fiquei nu exposto aos ventos
Ele não estava
Nas longas sessões de meditação
sinto que quando estou Ele não está
pois como poderia penetrar a água
o recipiente não estando vazio?
Então abandonei as paisagens exteriores
e viajei para dentro
(Jerusalém Meca nunca mais!)
Faxineiro que limpa a janela
embaciada pelo tempo
comecei a polir a estrada mais secreta:
o coração
Torná-lo limpo tal um espelho
para que o Amigo pudesse refletir-se
assim como um lago de águas cristalinas
em que o sol enamorado vem mirar-se
para conversar com peixes e algas
(Sempre dizendo seu nome
acionando as contas do tásbi*
como uma bússola magnética
indica a direção a seguir)
Agora viajo em terra natal
Visito diferentes países
como o orgulho e o egoísmo
Converso com os demônios interiores
até torná-los amigos
e transmutá-los em amor
Como o beduíno no deserto farejando água
eis que minha alma pressente a chegada do Amigo
Está nem mais velho nem mais moço
Não sabe de barbas nem de rosto
E na tarde verde-pistache
meu coração (em êxtase) se enche de flores
ao descobrir
que a quem busco é quem me busca
e ao som de uma floresta de flautas
dou-lhe as boas-vindas
dançando uma dança dervixe
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* Rosário árabe.




