Cantiga de Sol - Mario Cezar

em sábado, 14 de fevereiro de 2026


ofereço versos de sonoras
magrezas
(fragmentos desprendidos
pela maturidade dos rios)
a todos que ousaram
repartir o calor do pão
quis o cântico
das marés noturnas
,
o lume do mineral
cristalino
,
os seios mornos do
primeiro amor
quis a peixeira do
meu avô
para rasgar em praça pública
a carniça do medo
(sob o olhar do povo em festa)

Deixe seu comentário